sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Consensus

Consensus

It says:
The kiss thrill you on,
There is  wet between the fingers,
That I have served you little by little
If the veil is torn off,
The blood runs,
The hard fist penetrates,
If you want to,
Can you tell me about it

It hurts into inside
But it's pain of affection

You feel,
And it's not pretense

I plant a bicycle,
I rip banana,
Just to know if you still want to repeat me.

By:Camuccelli 

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domingo, 15 de dezembro de 2019

Poemas

                    INCOMPATÍVEL


Ela chegou contando marra,
Me olhou do nariz até o calção,
Falou da alcaparra,
Que comprou para o salmão,
Sou eu quem faço a comida,
Até a laranja espremida,
Ela pede pra adoçar,
A noite ela não me come,
É não me manda esperar.
Se eu lavo eu não cozinho,
Se eu cozinho eu não lavo,
Fico olhando para o teto,
Enquanto ela ascende o cigarro.

               O REBENTO

Que vergonha,
A cegonha enganou o patrão,
O coitado se divertia na sala,
Vendo programa de televisão,
No quarto ela surfava,
Engolindo inteiro o potrão.
Passados nove noites e dias,
De insônia de chama e labor,
Numa manhã depois do nascente,
Exibiu finalmente o rebento,
Com requinte de bom protetor,
Olhos arregalados, cabelo amassado,
E a tez da cor do cimento,
O reboco foi outro que deixou. 
No bastismo houve coro,choro,
E até depoimento,
Fez-se registro,
Fez-se o que pode,
Houve declaramentos. 
Diante de todos,
 Não houve constrangimento,
Na frente da prole,
Entre gente e serpentes,
Diante do pai,
Pois o outro tava ausente,
Tudo declarado,
Em nome do rebento.
DESTOANTE

Tenho medo de ser picado,
Por um labrador,
Se não há cobertor,
Quem vai secar seu frio?
Se é fora de estação,
A flor  já secou,
Se não existe amor,
Pra quem o desafio?
Estou farto,
Desse corredor,
Se for,
E se eu não for,
Pra quem então,
Que eu crio?

SEM PRESSÃO

Se a mão se acha a baixo do umbigo,
Agarra o coitado,
Sova-o como se sova o pão,
O tempo para, a pressão sobe,
Estica o calção,
A frequência aumenta,
Mão não repara a oscilação,
Ora acelera, ora é câmara lenta,
E só para quando o coitado golfar,
De manhã se retoma o ritual.

O Olho, A Trave

Vi,vi sim!
Embaixo d'um arbustro,
Um jovem esfaquear a mulher,
Em sequencia e com atenção,
Vi a faca entrar e saia muitas vezes.
Não entendi quando ele a virou de costas,
E a apunhalou com vontade,
A boca desfiou um grito sem dor
Nenhuma gota de sangue vi escorrer, 
No fim,
O corpo  ficou derramado no chão,
Ai vi a faca voltar à banhinha,
Flácida,cansada desolada e só,
Nada mais vi,
Só dois corpos acabados,
Suados e largados no chão.
                                                                                                                  Camuccelli