A CRISÁLIDA: TODO PERSONAGEM É CRIADO PARA DAR LUCRO, SE ASSIM NÃO FÔR, É FEITO LAVOURA DE TRIGO DISSIPADA PELA CHUVA.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
CENA III
VAISA:_Dos sacos do lixo entupidos.E dos valores monetários ao vento.( RAIZ CONTINUA SE ESQUIVANDO)
RAIZ:_O medo....o azedar de qualquer vinho.
VAISA:_O seu irmão é íntegro.
RAIZ:_Integridade lhe manda notícias.Um falso,que é.Como soube do banco? Foi ele? Sim foi ele! Ninguém mais sabia.
VAISA:_Mas as sobras guardaste.
Raiz:_Não devia ter acontecido.Muita coisa não devia ter sido,e foi.Dinheiro fácil,vai como plumas ao vento.
VAISA:_Deu aos pobres?
RAIZ:_Pobres?...pobre sempre haverá…fortunas....também.Como é enganoso o vies do poder….a gente sempre quer algo mais.
VAISA:_ E gastou todo dinheiro investindo em moradias?
RAIZ:_Empreendi.Gastei o meu tempo comprando e vendendo.
VAISA:_Mal…administrou muito mal.Não fosse o coitado do Romã,sabe se lá,em que lugar estaria agora.
RAIZ:_Lá vem o cara de novo.Poderia prestar mais atenção em mim?
VAISA:_Pois bem!…Vamos lá! Sabe quanto tempo está aqui?..melhor…pode me dizer o que fez?Como gastou o dinheiro?O que fez?
RAIZ:_Não gente,não dá mesmo.Até isso o crapúla contou.Amigos!!!Quem precisa de inimigo, com um amigo deste.Pensar que coloquei em primeiro plano a nossa amizade.É pra isto que servem os amigos,é? Nos trair?Quero mais amizade não.A gente pensa que é tudo de boa companhia e,não é não.Viver só é melhor.
VAISA:_Alisou,alisou,acabou se fazendo de vítima.Vai ou não vai dizer?Ou quer que eu diga?
RAIZ:_Investi.Não disse.Comprei,e comprei.E nada do que fiz deu certo.
VAISA:_Investiu é? Se queimar dinheiro é investimento.Então investiu.E a proposta?
RAIZ:_Proposta? Que proposta?
VAISA:_Foram muitas as propostas,não se lembra?…E acabou dormindo no relento.Comendo a comida que as pessoas colocavam nas latas de lixo.
RAIZ:_ Nada disto é verdadeiro.Ele lhe disse é? Amigo! Deus me livre deste. .Tive o desprazer de confiar meus bons momentos com um cara desse? Que se é de fazer.
VAISA:_Lhe direi eu.És o mal, amigo:mal administrador.Mal companheiro e mal educado.Não bastasse a ruína total.Caído nas ruas,dormindo nas sarjetas e nos matos.Comendo restos do lixo.Ainda é mal agradecido.Tudo isto lhe sobreveio.De nenhuma deles tirou proveito algum.Se vê ai,é um semi-nu.Um desagregado total.
RAIZ:_Como poderia eu saber se nenhum fato é verídico.É tudo inventado.Quem um dia havia de dizer…depois do lhe proporcionei.É a vida!Assim é o ser humano.
VAISA:_Assim é a raíz,não é? Se a raiz é boa,a arvore dá bons frutos senão....e o Novidade?
RAIZ:---O que tem?
VAISA:---Foi o único que saiu perdendo na compensação.Deu-lhe a chave,a senha.....
RAIZ:---A mim não.Deu ao Romã que nos...ou quase...pensando foi o Novidade quem...
VAISA:---...os salvou.Ainda assim passou-lhe a perna.Sendo Novidade o gerente do banco,ficou mais fácil a questão do rombo. Mas,....
RAIZ:---Foi o Romã.Foi ele quem lhe deu todo o serviço.Em que quarto está agora hein? Falso,hipócreta!
VAISA:---...a sua astúcia lhe roubou a conciência.Anos se passam.As perdras,até as pedra se encontram.Novidade...aliás,o Novidade por causa desta aventura passou anos a fio numa penitência pra pagar o que não fez.Sem portas arrombada.Sem...ah,sim um segurança aleminado.Como o gerente,Novidade recebeu a paga, e a conta.Pagou o que não comeu nem bebeu.E num semáforo..um farol forte,alguns estampidos.Aqui estamos nós.
RAIZ:_Quer dizer…estou morto?
VAISA:_Depende.Se é a semente jogada na terra para germinar,pode ser.Se for para retornar no mal…depende do que se pode ver do cume do monte. vem cá.Olhe ali. ( ELE CHEGA ATÉ A JANELA.OLHA,VÊ AS VIDAS PASSAREM O ENTERRO,E TODO O ACONTECIDO.OLHA PRA ELA.E CAI DE JOELHOS COM AS MÃOS NA CABEÇA)
RAIZ_Meu Deus!!! Então é!
E É FIM
CENA II
RAIZ:---Engraçado...na maior velocidade ai.....
VAISA:_SPLASH!!!
RAIZ:_Foi!! Como sabe?
VAISA:--Deduz-se!
RAIZ:_Não dei por conta.Tava lá na minha frente…tava bem ali na minha cara.Dois farois enorme.Me lembro bem...agora estou aqui,enterrado sob estes cobertores.Longe daquele imbécil!
VAISA:_fácil é entornar o caldo nos outros.Inevitavel é se a culpa não for nossa.Creditá-la aos outros é sempre o melhor caminho.
RAIZ:_Minha que não é.Sou muito cauteloso…quando disse,e não mencionei nome algum.Quis dizer: Romã..
VAISA:_Culpar é o dever do devedor.
RAIZ:_(NÃO RESPONDE DE IMEDIATO) Se houvesse um alerta…é aquilo que se mede pela proporção.E não se mede pela qualificação.
VAISA:_E o caldo continua a ensopar o chão.Culpa....culpa que enche o próprio cantil.
RAIZ:_Do que me culpa? Não vê o estado em que me encontro?É fácil ficar aí surrando pessoas inocente quando não é sua a falta.Muito menos se for isto no sentido da dor. ( ELE SE ESPREGUIÇA) Ai,me doi todo! Estou sendo mandado de volta à fogueira.
VAISA:_Seu irmão?…de seu irmão hein!
RAIZ:_O que tem ele? Está aqui? Se estiver, espero que melhore.
VAISA:_ Espera?!
RAIZ:_É o que me vem à cabeça.Não quero vê-lo nas mesmas condições.
VAISA:_ Esses…estas condições? São tais o quê?
RAIZ:_Desse chão.Está infestado deles aqui.Me sobem pelas pernas.Comem o meu alimento.É uma praga que ninguém dá jeito.Impossivel é o dedetizamento. Tenho…tenho pra mim…esses rastejantes não podem ser reais.E são…são sim.Carnivóros!!! Mordem o tempo todo.A fora as picadas…rastejantes,snakes! São piores.Fui picado por uma na mão.
VAISA:_Tem mais alguma coisa que eu precise saber?
RAIZ:_ Não acredita não é? É só a noite cair, e eles começam vaguear.
VAISA:_Devo lembrar-lhe do banco.Os necrófagos e do lixo.(FAZ QUE NÃO ENTENDEU)
ATO II
CENA I
(O DINHEIRO HAVIA EVAPORADO,COMO EVAPORA A CHUVA EM NEVE.RAIZ AGORA ESTAVA ALI SEM NADA).
RAÍZ:---Havia um rio ali na rua.Nas margens,tudo que fora semeado crescia.Chuva seródia pincelava as mudas.Cresciam forte com vigor….Agora o ermo reina ali.Ningém mais fia sêda sobre o chão.Nenhum ser é mais...e só!
Passava um rio ali!!! (VAÍSA O OBSEVAVA ATENTA A CADA PASSO A CADA JESTO)
VAISA:--Duro é abster-se de um ente querido.
RAÍZ:---É com arrancar um pedaço de nós.
VAISA--É... é uma perda e tanto.
RAÍZ:_Aonde procurasse um,lá o outro estava.
VAISA--Mas...mas continua...e a vida.
RAÍZ:_ Nem me fale.É como o rio sem curso abitual.
VAISA:--E o melhor? O melhor está por vir.Uma vida sem saudade.
RAÍZ:_Tenho cabeça pra pensar nisto agora não.
VAISA:---Findam-se os dias de ociosidade.
RAÍZ:---É só contornar os danos.
VAISA:---E as oportunidades? As festanças.As noites ineterruptas.
RAÍZ:---Agora não, depois.
VAISA:_E se depois for tarde? Se o momento for agora? Se o agora não esperar?
RAÍZ:--- No momento só quero me debruçar no esquecimento.
VAISA:_Pense no que é certo.No infinito cara!
RAÍZ:_Nada é certo.Nada é verdadeiro diante ato final.
VAISA:_Se não pode mudar o carater nem oferecer o oposto.Mude-se então,Ou se degrade de vez.Mas que seja firme e leal.
RAÍZ:---Nunca houve lealdade maior.E aquilo buscado não é o mesmo que foi.Estão se perdendo nas coisas perdidas da vida.
VAISA:_Sei!... a tua dor..O teu sentimento, o coração magoado e triste.
RAÍZ:_Ningém pode entender o que não tem cor.Até a paz o sossego não tem preço.
VAISA:---Se juntarmos o que tem.A vontade de vencer,está aí a fórmula.A receita é certa.
RAÍZ:_Já passei por isso.Receitaram-me coisa e coisas.Eu desci.Descubro que a queda e o dinheiro não tem carismas.Ou o sujeito tem,ou nada se pode fazer.Ele dá o luxo,o suporte,o estato até a elevação,mas sem o pé no chão...é massa fora de lugar.Cascalho somente.
VAISA:_Talvez,por ter ido à lugares improvavéis.Aqui,quem têm pode.É só sugerir.A busca não acaba na infecundação.
RAÍZ:_Agora?... assim?...aqui? Improvavel! Ali velam o meu melhor amigo.Um irmão.
VAISA:_Um corpo…E nem viu o seu destino na esteira…Pense! É provaval que seja assim.Um comanda o outro de fora.
RAÍZ:_ Já me lavei nisto também.O provavel é a sobriedade da vida se contamine num frasco qualquer.E nem veja a encruzilhado afundando nos destinos à seguir…Ouve! Estão chamando o meu nome.Ele disse:todo mal vem da raíz.Ou,se a Raíz é má,o fruto é mau.Algo assim.
VAISA:_A voz que chama pelo seu nome diz isto?
RAÍZ:_A voz não.O momento pesaroso a dor.A conciência quem sabe.Por outro lado…parece-me bom o som…Parece não.É de mal agouro.
VAISA:---Elevemos-nos,enquanto podemos.Depois não há resposta e é tudo um nicho só.Posso ditar-lhe um trilhão de versos.De mentiras.De piedade se quiser.Até mesmo de leituras saturadas do último momento atual.Das sacanagens dos dias conturbados.Das idas e vindas.De tudo.Só não posso lhe desiludir.Nem lhe tirar o sono.É bom ou não é?
RAÍZ:_Me absterei de dar-te respostas depois,agora não posso.No momento prefiro consumir-me ante essa dor.Não que seja má.Não é.Dor é sempre dor.Nada mais que dor.
VAISA:_Compre de mim roupas brancas,para que a nudês de suas idéias não sejam vistas.
RAÍZ:_Este,eu conheço.E tu o que é?
VAISA:_EU?..Sou,o que sou.
RAÍZ:_Não venha agora atormentar o meu sofrer.Deixe só.Não dê aquilo que não conhece.Ou aquilo que supura a dor.
Não bastasse essa gente oprimida que insistem em assediar.As vezes tenho a impressão de está num funil.
CENA VII
ROMÃ:---Já! Ainda acho que é muita responsabilidade.Que....
RAIZ:---Sem essa né! quem maneja bem os números aqui hein?
ROMÃ:--E se anotasse em um.....
RAIZ:---Pirou! anoto os números,esqueço em cima de algum espaço...pirou!
ROMÃ:--Tá,tá! A que horas vamos?
RAIZ:---Tá lerdo hoje né Romã.Já não combinamos antes? Se preocupe não.Vai ser moleza.É só entrar e sair com o dinheiro.Não tem erro.
ROMÃ:---O nó está é ai.Quando é coisa muito fácel.
RAIZ:---Não vejo em que parte está o erro.A chave está contigo.A senha tá.É só botar a mão na grana e pronto.
ROMÃ:---Talvez tenha razão.Me dá um friozinho no ventre.
(NO SUBSOLO DO BANCO.NOVIDADE TRAJANDO TERNO.HORA ASSENTA NO BANQUINHO.HORA CAMINHA ESFREGANDO AS MÃOS.O NERVOSISMO É APARENTE.SENTA,DEPOIS SE LEVANTA.VAI ATÉ A MESA QUE ESTÃO OS PETISCOS.APANHA UMA GARRAFA COM ÁGUA.ENCHE UM COPO.BEBE,COLOCA A GARRAFA NO LUGAR.OUVE UM TRIC DO COFRE ABRINDO.RETIRA DO BOLSO O CONTROLE REMOTO.APERTA ALGUNS NÚMEROS.PUXA A PORTA ATE O CANTO.ENTRA DENTRO DO COFRE.PEGA UM HOMEM,COLOCA-O PERTO DO BANQUINHO.VOLTA,PEGA O OUTRO.COLOCA-O PERTO DO PRIMEIRO.RETIRA NOVAMENTE DO BOLSO O CONTROLE,APERTA NOVAMENTE OS NÚMEROS.A PORTA É FECHADA DE UMA SÓ VEZ.ELE MASSAGEA O PULSO DE UM.O CORAÇÃO E FAZ REPIRAÇÃO BOCA A BOCA.O HOMEM COMEÇA A RESPIRAR.ELE FAZ O MESMO COM O OUTRO.EM ALGUNS MINUTOS OS DOIS ESTÃO ASSENTADOS NO CHÃO.NOVIDADE PEGA DOIS COPOS ENCHE COM ÁGUA, DÁ UM PRA CADA).
CENA VI
RAÍZ:---....chega lá e diz pro Novidade.Não pague a fatura agora.Deixe para amanhã.Pague com os juros.Repete.
ROMÃ:---Tá memória!.
RAÍZ:----Repete igual sem comer uma vírgula.Vai,repete.(ROMÃ REPETE O QUE RAÍZ DISSE DE UMA SÓ VEZ) Assim não.Fala como se dançasse a valsa.
ROMÃ:---Pára com isso.Sabe que não sei dançar nada.Imagina,valsa!
RAÍZ:---Tal qual eu disse.Vai,repete.Não confio na sua cabeça.(ROMÃ ENTÃO DIZ COMO SE ESTIVESSE... valsando).É assim que é.
(NUM CANTO SOMENTE SOB UM FOCO DE LUZ.ROMÃ CONVERSA COM NOVIDADE)
ROMÃ:---Foi o que ele disse.Me mandou até repetir pra não errar.
NOVIDADE:_Tem certeza que foi isto mesmo?
ROMÃ:_ Tão certo como o amanhã há de se levantar nos montes.Ele disse:Vai lá,diz pro o Novidade pegar o boleto.Pagar a conta.Tem uma coisa de juros...isto não lembro bem.
NOVIDADE:_ Estranho! De manhã diz uma coisa,a tarde manda dizer outra!
ROMÃ:_Sabe como ele é,muda de assunto como se mudasse de roupa.
NOVIDADE:_Isto não esta certo.Era pra pagar com os juros.Se assim é,assim será.
(NOUTRO CANTO,RAÍZ,CONVERSA COM UM AMIGO)
RAÍZ:_Nem me deixou esplicar direito.
AMIGO:_ Deixou de gostar então.Se vai partir diz a verdade.
RAÍZ:_ Com ela não tem conversa.Disse que a moda agora é penalisar o sujeito com pesada multa.Só assim dá o divórcio.Só porque me abri as pernas de vez em quando acha-se minha dona.E quando quer.
AMIGO:_ Vai levar o Romã?
RAÍZ:_ Aquele lá me larga? Só posso me desfazer dele,fugindo.Se fosse o caso,mas não é.
AMIGO:---Estamos nos despedindo então?
RAÍZ:_ Gosto de despedidas não.Prefiro outra sugestão.Até cá,techau,sei lá!De despedidas não gosto.
AMIGO:_É! E sejas bastante feliz! Tem o direito de dizer e fazer o que quiser.É de muita coragem também.
RAÍZ:_ Tem hora que...ou a gente chuta a porta,ou é ela que cai em cima da gente .Tem meio termo não.De vida confinada e alienada,o mundo tá cheio.Preferem escamotear do que se colocar à vista.Uns assumem outros se vestem do disface.Que é o mais indicado?Eu no momento prefiro a fuga.
AMIGO:_ Não estou criticando.Acho-o de muita coragem.Assim na teoria, é um bastão e tanto.Na frente da vítima é que a coisa ferve.Ningém está preparado pra uma separação assim de supetão.Ainda mais se tratando de anos a fio.Falo dela,não de ti.
RAÍZ:_No fundo,ela também já está se preparendo.Dizem que as mulheres têm o sexto sentido.Ela sabe sim.Falta aquele til da confirmação.É só.Agora vou mesmo.
AMIGO:_É pena! Mas,nem tudo são só lágrimas.A gente se vê um dia.(DESPEDEM-SE RAÍZ ENCONTRA COM ROMÃ)_
RAÍZ:_ Toma! (ENTREGA-LHE UMA ARMA)
ROMÃ:--Quero isto não.
RAÍZ:_Pega isto canalha,pega!
ROMÃ:_ (OLHA PRA ARMA)Vou querer não.Quero isto pra mim não.(ROMÃ ACABA PEGANDO A ARMA)
RAÍZ:_Aponta bem aqui na minha testa e atira. (OLHA-O FIXAMENTE)Era pra pagar com os juros,não com o total.
ROMÃ:_Mandou tá mandado.Agora quer bronquear.Comigo não!
RAÍZ:_ Mandei? Eu mandei?
ROMÃ:_ Disse que era pra pagar a dívida.É pra pagar,tá pago.
RAÍZ:_ Com os juros imbecil,com os juros!
ROMÃ:_É,foi isto mesmo! Tá cansado de saber.Se me manda fazer alguma coisa depois diz pra não me esquecer...me esqueço.
RAÍZ:_O nosso tempo está contado.Depois,conversaremos,sobre o assunto.Agora é a hora vamos lá.A hora não nos espera.Vamos ver se pelo menos faz algo melhor.Hoje você cagou nas beiradas. Não vai poder errar.Se errar,é fatal.
CENA V
DOIS SEGURAÇAS COM LANTERNAS NAS MÃOS.CHEGAM ATÉ O COFRE DEPOIS DE TER PROCURADO PELO COLEGA).
SEG1:_Aqui não está.
SEG2:---E comeu bem.Olha quanta comida há nesta mesa.Bebida tem até um controle de DVD.
SEG1:---Do cofre.É contrôle do cofre.
SEG2:--(PEGANDO O CONTRÔLE E APONTANDO-O PARA O COFRE) vamos abrir.
SEG1:--Se souber a senha.(VÊ O RÁDIOTRANSMISSOR EM CIMA DA MESA) O rádio esta aqui.( LIGA O RÁDIOTRANSMISSOR) Juriti chamando central.Juriti...
VOZ:---Juriti seu filho d'uma que ronca e fuça.A gente chama,você não retorna.Você põe cabelos brancos na cabeça da gente seu filho d'uma égua.Táva fazendo o que que não respondeu?
SEG1:---Dando buscas.Tudo vai bem.E ai?
VOZ:---Buscando o que num lugar sem viva alma? Mandei dois seguranças pra ver a razão do teu silêncio. Quando eles chegarem ai.Diz pra não demorar.Estão esperando por eles lá...eles sabem aonde é.Olha lá seu renegado.Não durma.Desligo!
SEG1:----Entendido! Ouviu? Vamos lá.
SEG2:--O Juriti não tá,vamos assim mesmo?
SEG1:---Vamos.O puto faz sempre isto,some. Amanhã quando chegarem pra fazer a troca.Aparece com a cara de nada ter acontecido.Vamos lá.
(O SEGURAÇÃ 2 VÊ OS SACOS DE LIXO ENCOSTADOS NA PAREDE,ESTENDE AS MÃOS PARA PEGA-LOS) Vai fazer o quê?
SEG2:--Jogar fora.
SEG1:--E os faxineiros coçam...deixa isto ai.Vamos embora.Dê-me o contrôle.
(COLOCA O CONTRÔLE NA MESA PERTO DO RÁDIO TRANSMISSOR E SAEM).