sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ATO II

CENA I

(O DINHEIRO HAVIA EVAPORADO,COMO EVAPORA A CHUVA EM NEVE.RAIZ AGORA ESTAVA ALI SEM NADA).

RAÍZ:---Havia um rio ali na rua.Nas margens,tudo que fora semeado crescia.Chuva seródia pincelava as mudas.Cresciam forte com vigor….Agora o ermo reina ali.Ningém mais fia sêda sobre o chão.Nenhum ser é mais...e só!
Passava um rio ali!!!
(VAÍSA O OBSEVAVA ATENTA A CADA PASSO A CADA JESTO)
VAISA:--Duro é abster-se de um ente querido.
RAÍZ:---É com arrancar um pedaço de nós.
VAISA--É... é uma perda e tanto.
RAÍZ:_Aonde procurasse um,lá o outro estava.
VAISA--Mas...mas continua...e a vida.
RAÍZ:_ Nem me fale.É como o rio sem curso abitual.
VAISA:--E o melhor? O melhor está por vir.Uma vida sem saudade.
RAÍZ:_Tenho cabeça pra pensar nisto agora não.
VAISA:---Findam-se os dias de ociosidade.
RAÍZ:---É só contornar os danos.
VAISA:---E as oportunidades? As festanças.As noites ineterruptas.
RAÍZ:---Agora não, depois.
VAISA:_E se depois for tarde? Se o momento for agora? Se o agora não esperar?
RAÍZ:--- No momento só quero me debruçar no esquecimento.
VAISA:_Pense no que é certo.No infinito cara!
RAÍZ:_Nada é certo.Nada é verdadeiro diante ato final.
VAISA:_Se não pode mudar o carater nem oferecer o oposto.Mude-se então,Ou se degrade de vez.Mas que seja firme e leal.
RAÍZ:---Nunca houve lealdade maior.E aquilo buscado não é o mesmo que foi.Estão se perdendo nas coisas perdidas da vida.
VAISA:_Sei!... a tua dor..O teu sentimento, o coração magoado e triste.
RAÍZ:_Ningém pode entender o que não tem cor.Até a paz o sossego não tem preço.
VAISA:---Se juntarmos o que tem.A vontade de vencer,está aí a fórmula.A receita é certa.
RAÍZ:_Já passei por isso.Receitaram-me coisa e coisas.Eu desci.Descubro que a queda e o dinheiro não tem carismas.Ou o sujeito tem,ou nada se pode fazer.Ele dá o luxo,o suporte,o estato até a elevação,mas sem o pé no chão...é massa fora de lugar.Cascalho somente.
VAISA:_Talvez,por ter ido à lugares improvavéis.Aqui,quem têm pode.É só sugerir.A busca não acaba na infecundação.
RAÍZ:_Agora?... assim?...aqui? Improvavel! Ali velam o meu melhor amigo.Um irmão.
VAISA:_Um corpo…E nem viu o seu destino na esteira…Pense! É provaval que seja assim.Um comanda o outro de fora.
RAÍZ:_ Já me lavei nisto também.O provavel é a sobriedade da vida se contamine num frasco qualquer.E nem veja a encruzilhado afundando nos destinos à seguir…Ouve! Estão chamando o meu nome.Ele disse:todo mal vem da raíz.Ou,se a Raíz é má,o fruto é mau.Algo assim.
VAISA:_A voz que chama pelo seu nome diz isto?
RAÍZ:_A voz não.O momento pesaroso a dor.A conciência quem sabe.Por outro lado…parece-me bom o som…Parece não.É de mal agouro.
VAISA:---Elevemos-nos,enquanto podemos.Depois não há resposta e é tudo um nicho só.Posso ditar-lhe um trilhão de versos.De mentiras.De piedade se quiser.Até mesmo de leituras saturadas do último momento atual.Das sacanagens dos dias conturbados.Das idas e vindas.De tudo.Só não posso lhe desiludir.Nem lhe tirar o sono.É bom ou não é?
RAÍZ:_Me absterei de dar-te respostas depois,agora não posso.No momento prefiro consumir-me ante essa dor.Não que seja má.Não é.Dor é sempre dor.Nada mais que dor.
VAISA:_Compre de mim roupas brancas,para que a nudês de suas idéias não sejam vistas.
RAÍZ:_Este,eu conheço.E tu o que é?
VAISA:_EU?..Sou,o que sou.
RAÍZ:_Não venha agora atormentar o meu sofrer.Deixe só.Não dê aquilo que não conhece.Ou aquilo que supura a dor.
Não bastasse essa gente oprimida que insistem em assediar.As vezes tenho a impressão de está num funil.


Nenhum comentário:

Postar um comentário