sexta-feira, 7 de maio de 2010

A CRISÁLDA

CENA I
{ Dos homens,entram vistidos de terno e gravata,em um banco,numa noite de feriado nacinal}.
Dentro.No sob solo do banco.Há um cofre,do teto ao chão.Os números piscam em decrescente.E os dois conversam.Um está assentado num banquinho.O outro, fica em pé fitando os números,que descem.

RAÍZ:_ O dinheiro que há aí dentro.Nenhum homem só,consegue carregar.
ROMÃ:_{Olhando fixamente para os números} O que vamos levar,é uma porcentagem mínima.
RAÍZ:_Um punhado de dinheiro,aí estocado.É o combustivo do mundo.Sem isto,o capitalismo vira dinossouros.
ROMÃ:_ Motivo de guerras.Brigas…quem não pode,toma a força{Mormurando}.Eo que há aí …um homem só não carrega.
RAÍZ:_Capaz de nos tornar imune à pobreza,por muitos anos a fio.
ROMÃ:_ Era preciso ter matado o coitado do segurança?
RAÍZ:_E tê-lo como sombra.Cão bom é cão morto.
ROMÃ:_Eu preferia mantê-lo amarrado.
RAÍZ:_ Já eu,prefiro,do jeito que está.
ROMÃ:_Cada um com seu conceito.Assim como foi com ele,pode ser…deixa pra´lá.
RAÍZ:_..Contigo.Vivo sempre dizendo,que não vale uma bala.{PAUSA} Que festa! Deixaram derramado lixos pelo assoalho.Garrafas e bebidas aos meios.Uma festa e tanto.
ROMÃ:_É fim de ano.Assim é em tudo quanto é canto.
RAÍZ:_ Quer beber alguma coisa?Vou ver se encontro algo.Estou numa sequidão que so vendo.
ROMÃ:_ Um refrigerante.Menos daquele freezer do canto.Foi lá que que pôs o coitado.
RAÍZ:_ Pode deixar comigo.

(RAÍZ SAI,DEIXANDO ROMÃ DE OLHOS FITADOS NOS NÚMEROS).

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