Cena 3
No espaço do quarto,tem uma cama bem larga.Perto da porta de entrada,há uma porta que vai dar no banheiro.Na parede perto da porta,há uma minúscula janela,de onde se ouve o barulho de água.Maria Elvira lê uma bíblia assentada na cama)
ELVIRA:–Estou besta.Tereza Deve está retornando a nossa infância,quando me trancava aqui,depois voltava rindo e se desculpando.É no mingau que colocou alguma coisa!…Foi o que comi ontem a noite quando cheguei.(Ela fala imitando a Tereza) Fiz p’rocê besta! Naquela calma! Quem não comeria? Três semanas!…É…
não devo dar atenção as coisa ditas por ela.Deitei-me ontem na cama.Lembro-me ter sido levada por alguém até a cama.Foi ontem,não é uma semana como diz.Ainda estou com a mesma roupa.Se dormisse uma semana inteira,teria morrido.Esta camisola estaria um fedor só.Não tem cabimento! É… é prisão sim.Manter-me presa aqui só pra eu aceitar a Jesus como o meu único salvador, ignorância dela.O meu marido não há de estranhar,sabendo que estou bem aqui.Bem entre aspas! Não sei o que pode fazer uma pessoa alucinada.Ali tem o banheiro.Na parede por onde desce a comida é muito apertado.Naquela janelinha,mesmo se retirasse a grade,não passaria o meu corpo..o jeito é esperar pra ver até onde vai a maluquice dela. Tenho de me lembrar.Mas do que? Aqui a gente se escondia pra contar os nossos segredinhos. Ela tinha sempre mais à contar do que eu.Mamãe ficava uma fera quando descia e via nós duas brincado e rindo.Aqui era o quarto do nosso esconderijo.Não há como sair,senão pela porta que só abri do lado de fora.Vou tentar na conversa,se não der,tento me lembrar de algo determinante.Tenho que sair daqui.O quanto continua do mesmo jeito.Ela limpa tudo direitinho,até o banheiro. Se esta gente…eu já tinha me despedido de todo mundo! Tudo planejado.Os minutos,as horas, e até as despedidas.De besta Tereza não tem nada.Como me lembrar de algo arrebatador? ( Ela ouve achave torcendo na fechadura da porta)
No espaço do quarto,tem uma cama bem larga.Perto da porta de entrada,há uma porta que vai dar no banheiro.Na parede perto da porta,há uma minúscula janela,de onde se ouve o barulho de água.Maria Elvira lê uma bíblia assentada na cama)
ELVIRA:–Estou besta.Tereza Deve está retornando a nossa infância,quando me trancava aqui,depois voltava rindo e se desculpando.É no mingau que colocou alguma coisa!…Foi o que comi ontem a noite quando cheguei.(Ela fala imitando a Tereza) Fiz p’rocê besta! Naquela calma! Quem não comeria? Três semanas!…É…
não devo dar atenção as coisa ditas por ela.Deitei-me ontem na cama.Lembro-me ter sido levada por alguém até a cama.Foi ontem,não é uma semana como diz.Ainda estou com a mesma roupa.Se dormisse uma semana inteira,teria morrido.Esta camisola estaria um fedor só.Não tem cabimento! É… é prisão sim.Manter-me presa aqui só pra eu aceitar a Jesus como o meu único salvador, ignorância dela.O meu marido não há de estranhar,sabendo que estou bem aqui.Bem entre aspas! Não sei o que pode fazer uma pessoa alucinada.Ali tem o banheiro.Na parede por onde desce a comida é muito apertado.Naquela janelinha,mesmo se retirasse a grade,não passaria o meu corpo..o jeito é esperar pra ver até onde vai a maluquice dela. Tenho de me lembrar.Mas do que? Aqui a gente se escondia pra contar os nossos segredinhos. Ela tinha sempre mais à contar do que eu.Mamãe ficava uma fera quando descia e via nós duas brincado e rindo.Aqui era o quarto do nosso esconderijo.Não há como sair,senão pela porta que só abri do lado de fora.Vou tentar na conversa,se não der,tento me lembrar de algo determinante.Tenho que sair daqui.O quanto continua do mesmo jeito.Ela limpa tudo direitinho,até o banheiro. Se esta gente…eu já tinha me despedido de todo mundo! Tudo planejado.Os minutos,as horas, e até as despedidas.De besta Tereza não tem nada.Como me lembrar de algo arrebatador? ( Ela ouve achave torcendo na fechadura da porta)
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