Cena 4
TEREZA:-Tá mais mansa é? Tô Besta,ocê fica feito onça quando me aproximo da porta.O jeito, foi mandar a comida e esperar.
Quanta coisa suja.Tem uma pia ali no banheiro. Podia pelo menos lavar os copos.Era tudo limpinho,agora esta sujeira.
ELVIRA:-Desculpe-me!( ELA ESTÁ COM A BÌBLIA NA MÃO) Estou no meio de uma leitura.
TEREZA:-Isto clarea as idéias.Imagino na sua casa como é.A cozinha deve ser um lixão só.Baratas também descem aqui.Sem contar os ratos do tamanho de um tanque de guerra.
ELVIRA:- Tem aqui,(TÁ ESCRITO AQUI NA BÍBLIA ELA LÊ)Que Daniel tava na cova dos leões.O rei ficou muito preocupado com a prisão dele .Até,até hein! Rezou à Deus para livra-lo das garras dos leões.O rei! Foi o rei que rezou,viu!
TEREZA:-(Arranca a bíblia das mãos dela) Em que canto tá isto aqui?Mentirosa! Pra nós é orar,não rezar.Vai aprendendo.Se o rei fosse de Deus orava,não rezava.
(Vai folheando a bíblia)
ELVIRA:-Aprendeu a ler é? Dizem que depois de velha, arara não aprende língua.
TEREZA:-Sei ler sim.Sei muito bem ajuntar as letras.
ELVIRA:-De cabeça pra baixo?
TEREZA:-(Ela vira a bíblia) Tá cega é? Aonde tá de cabeça pra baixo aqui?Tem catarata nos olhos,só pode.
ELVIRA:-Joãozinho me contou o que fazia antes de virar evangélica.
Já foi até na cidade.Lá aonde eu moro! Um dia passou por aqui um jovem numa moto.Você empirucou na garupa dele e foi lá pra cidade. Sem contar que era conhecida como a afilhada do coronel.Sabe muito bem o que significa afilhada do coronel.As balas,os caricias…a,
pretendida,a escolhida do coronel.E na igreja,ninguém conhece melhor o funcionamento dela do que a Tereza.Era beata sim! Aqui minha irmã,quase todos os homens passou por debaixo da sua saia.Agora é o que é.
TEREZA:-(SENTA NA CAMA) Vem cá,deixa eu catar piolho na sua cabeça.Credo,que cabelo crespo.Tem de ser penteado todo dia,descuidada! Vou lhe contar um segredo.Mas,que fique só entre nós duas.Nem a mãe,nem o pai pode saber tá! Ontem…ontem,me vesti…sabe aquela saia que a mãe não gosta que visto?Pus a calcinha vermelha,fui à missa.Sentei-me bem no banco da frente.Na hora que o padre subiu a hóstia abri as pernas mostrando a calcinha.Quase que o padre dexou,o cálice cair.No fim da missa,me disse:-Quero ver a senhorita na sácristia.Fui,ele estava só de batina.Pegou a minha mão,enfiou-a em baixo da sua batina.Estava sem nada por baixo.A minha mão tocou naquilo…naquilo,cê sabe! Sabe como é o padre Euzebio.Aqui todo mundo sabe tudo,mas ninguém diz nada.Naquela hora, uma beata entrou pra pegar umas coisas.Não viu nada.Também nada perguntou,ou fingiu não ver.O resto,cê pode imaginar.Segredo só nosso.(ELA SE LEVANTA) Não conta nada pra ninguém. Neste quarto,a gente pode esconder as coisas.
Nem da rua,nem de lugar nenhum,podem ver aqui.Embaixo desta janela é só o rio que passa.Me espere aí,vou lavar o rosto.Não sai,a mãe fez a comida que ocê gosta.Sabe come é a mamãe,briga se a gente demora.
(TEREA ENTRA NO BANHEIRO.ELVIRA APROVEITA E SAI CORRENDO CAINDO)
TEREZA:-Tá mais mansa é? Tô Besta,ocê fica feito onça quando me aproximo da porta.O jeito, foi mandar a comida e esperar.
Quanta coisa suja.Tem uma pia ali no banheiro. Podia pelo menos lavar os copos.Era tudo limpinho,agora esta sujeira.
ELVIRA:-Desculpe-me!( ELA ESTÁ COM A BÌBLIA NA MÃO) Estou no meio de uma leitura.
TEREZA:-Isto clarea as idéias.Imagino na sua casa como é.A cozinha deve ser um lixão só.Baratas também descem aqui.Sem contar os ratos do tamanho de um tanque de guerra.
ELVIRA:- Tem aqui,(TÁ ESCRITO AQUI NA BÍBLIA ELA LÊ)Que Daniel tava na cova dos leões.O rei ficou muito preocupado com a prisão dele .Até,até hein! Rezou à Deus para livra-lo das garras dos leões.O rei! Foi o rei que rezou,viu!
TEREZA:-(Arranca a bíblia das mãos dela) Em que canto tá isto aqui?Mentirosa! Pra nós é orar,não rezar.Vai aprendendo.Se o rei fosse de Deus orava,não rezava.
(Vai folheando a bíblia)
ELVIRA:-Aprendeu a ler é? Dizem que depois de velha, arara não aprende língua.
TEREZA:-Sei ler sim.Sei muito bem ajuntar as letras.
ELVIRA:-De cabeça pra baixo?
TEREZA:-(Ela vira a bíblia) Tá cega é? Aonde tá de cabeça pra baixo aqui?Tem catarata nos olhos,só pode.
ELVIRA:-Joãozinho me contou o que fazia antes de virar evangélica.
Já foi até na cidade.Lá aonde eu moro! Um dia passou por aqui um jovem numa moto.Você empirucou na garupa dele e foi lá pra cidade. Sem contar que era conhecida como a afilhada do coronel.Sabe muito bem o que significa afilhada do coronel.As balas,os caricias…a,
pretendida,a escolhida do coronel.E na igreja,ninguém conhece melhor o funcionamento dela do que a Tereza.Era beata sim! Aqui minha irmã,quase todos os homens passou por debaixo da sua saia.Agora é o que é.
TEREZA:-(SENTA NA CAMA) Vem cá,deixa eu catar piolho na sua cabeça.Credo,que cabelo crespo.Tem de ser penteado todo dia,descuidada! Vou lhe contar um segredo.Mas,que fique só entre nós duas.Nem a mãe,nem o pai pode saber tá! Ontem…ontem,me vesti…sabe aquela saia que a mãe não gosta que visto?Pus a calcinha vermelha,fui à missa.Sentei-me bem no banco da frente.Na hora que o padre subiu a hóstia abri as pernas mostrando a calcinha.Quase que o padre dexou,o cálice cair.No fim da missa,me disse:-Quero ver a senhorita na sácristia.Fui,ele estava só de batina.Pegou a minha mão,enfiou-a em baixo da sua batina.Estava sem nada por baixo.A minha mão tocou naquilo…naquilo,cê sabe! Sabe como é o padre Euzebio.Aqui todo mundo sabe tudo,mas ninguém diz nada.Naquela hora, uma beata entrou pra pegar umas coisas.Não viu nada.Também nada perguntou,ou fingiu não ver.O resto,cê pode imaginar.Segredo só nosso.(ELA SE LEVANTA) Não conta nada pra ninguém. Neste quarto,a gente pode esconder as coisas.
Nem da rua,nem de lugar nenhum,podem ver aqui.Embaixo desta janela é só o rio que passa.Me espere aí,vou lavar o rosto.Não sai,a mãe fez a comida que ocê gosta.Sabe come é a mamãe,briga se a gente demora.
(TEREA ENTRA NO BANHEIRO.ELVIRA APROVEITA E SAI CORRENDO CAINDO)
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