Cena VI
( TEREZA ESTÁ OLHANDO À RUA DEBRUÇADA NA JANELA.DONA MARIA DAS COVES VAI PASSANDO COM UM BALAIO NA CABEÇA)
TEREZA:—Como vai a senhora dona Maria da Coves? Vou indo,sabe como é.Foi bom ver a senhora.Tô que não aguento de aperto no coração pelo agravo que fiz à senhora na quele dia.Eu tava muito angustiada.Foi numa epoca de muito entra e sai da minha casa.Fiz….a senhora acredita que fiz até jejum pedindo a Deus que a senhora me perdoace? Tem dona Maria das Coves.Tem sim! Deus não gosta de gente que não pxerdoa o seu semelhante.Tem importância sim senhora.Sei que já é esquecido pela senhora,mas pra mim ainda me doia o coração.Agora sim.Tô de alma lavada.(A DONA MARIA MUDA O ASSUNTO) Falndo que a Maria Elvira não foi embora? Se não foi tá aonde dona Maria das Coves? Muita gente a viu naquela manhã de malas na mão entrando no cata osso.Como ninguém viu.Tão achando o que? enão dona Maria,ela tem de tá numa casa destas dai.Daqui ela saiu e não voltou.Que doença! Se tivesse doente aqui em casa eu não ia dizer? Agora….agora a senhora me botou um desses bichinhos que fuxica a cabeça da gente.Não vou poder dormir sossegada depois do que a senhora me contou.Será que ela e o Joãozinho!!! Eu não acredito! A senhora acha é? Maria Elvira é hoje uma mulher ajuizada.Não ia querer desfazer o casamento de Joãozinho.Viu foi! Então as noites que cheva tarde da noite tava com ele? Dona Maria das Coves!!! Hi eu sou a última a saber.A senhora tem razão dona Maria das Coves.Se não embarcou naquele cata osso,só pode ter ido ficar com ele.E a mulher dele? Então tá explicado.A mulher dele foi passar uns dias na casa da mãe.Juntou a fome com a vontade de comer.No mesmo dia dona Maria? Que engraçado! como planejaram bem.E a senhora,só a senhora acha isto? na venda do seu Juca? Que tem lá? Ham! É de lá que saiu a conversa.E eu aqui na minha inocência de nada sei.Não.Não sabia de nada.Tô sabendo agora que a senhora me conta.ENtão Maria Elvira não entrou naquele cata osso? Saiu daqui de madrugada.Se né eu que a acordo,tinha perdido o….tô vendo que a senhora tá com peso na cabeça.Ponha o balaio no chão ora essa! Tá com pressa? Tá,então tá! Agradeço dona Maria das coves.( TEREZA SAI DA JANELA E FECHA-A) Quer dizer que Maria Elvira andou amassando mato com aquele miserável? Se eu não soubesse aonde ela está.Era capaz de crer na história que a mulher me contou.( TEREZA LEVA A MÃO Á CABEÇA E QUASE CAI) Ui,que pontada na nuca.Uma tonturazinha! Eu quase cai.Que coisa esquisita!
( NO QUARTO MARIA ELVIRA ANDA DE UM LADO À OUTRO COM JEITO DE SATISFEITA)
ELVIRA:—….se o meu marido…deve está preocupado.Pra escrever está…com o tempo….Tereza disse que já tem um mês. É besteira essa ansiedade.É esperar pra ler e conhecer o conteúdo da carta. Que espera meu Deus! Que…..e se ele tiver escrito que vem me buscar? Não.Tereza vai dizer que não estou aqui.Ai,ai está tudo perdido.Ninguém encontra a entrada deste lugar sem conhecer.Saindo da casa.Tem o quintal.No fundo,bem no fundo tem o paiol.Dentro do paiol é que está a entrada.Tem que retirar as tuias.Em baixo de uma bem grade está o alçapão.Depois de aberto no canto a tomada da luz.A gente liga.O corredor fica todo iluminado.Anda-se um pouco e pronto.Eis o quarto.Maria Tereza Não vai deixar….ninguém sabe que este quarto existe.Foi o meu pai que construiu.Ele acreditava que a guerra ia chegar aqui.Ai junto com os irmão as escondidas construiu este quarto pra esconder toda a família.A guerra por aqui não passou.O meu pai e a minha mãe e os irmão morreram.O quarto continua e só Tereza e sabemos da sua existência .Na cidade tem algumas pessoas que acreditam na existência do quarto,mas ninguém tem certeza se é verdade ou não.E aqui estou….( ELA OUVE A FECHADURA DESTRANCAR A PORTA) é ela finamente. ( TEREZA ENTRA COM AS MÃOS NAS COSTAS)
TEREZA:—Quer dizer então que ocê tá lá na casa do Joãozinho?
ELVIRA:—A carta? Dê-me a carta!
TEREZA:—Que sem vergonha é ocê né Maria Elvira? Enganadora! Ao invés de pegar o cata osso,ir pra casa do seu marido.Que fez ocê? Aproveitou que a mulher dele foi cuidar da mãe que tá doente.Foi com ele amassar mato.Fornicar!
ELVIRA:—-Não vou me deixar levar por boatos.A carta aonde está?
TEREZA:—-Boato?! Safadeza…se eu tivesse alguma carta,pensa que lhe daria?Ocê não merece tratamento de gente….fiz tudo p’ocê Maria Elvira.Cuidei d’ocê como a mãe cuida do filho que acabou de nascer.Chegava tarde da noite.Eu pensando que tivesse na casa da comadre Ana.De quem quer que seja,mas,não.Tava lá com ele na safadeza.Eu pensando….(ANTES QUE ELA COMPLETE A FRASE,ELVIRA GRITA)
ELVIRA:—Chega Tereza! Chega,passou da medida! Dê-me logo a maldita carta e suma da minha frente.( TEREZA ARREGALA OS OLHOS.ESFREGA AS MÃOS) .
TEREZA:—Precisa ficar assim? Ai meu Deus,a pontada de novo.( ELA LEVA A MÃO À CABEÇA) Aquela tonteirazinha.Olha eu gente,olha eu! ( TEREZA DÁ DUAS RODAS E CAI NO CHÃO)
ELVIRA:—(APAVORADA) Tereza! Mau Deus,Tereza! ( SACODE-A) Será que morreu? ( ELVIRA COM DIFICULDADE CARREGA TEREZA ATÉ A CAMA.AJEITA-A DE MÃOS SOBRE O PEITO.SE AJEITA DIANTE DO ESPELHO E SAI DEIXANDO A PORTA ABERTA).
( TEREZA ESTÁ OLHANDO À RUA DEBRUÇADA NA JANELA.DONA MARIA DAS COVES VAI PASSANDO COM UM BALAIO NA CABEÇA)
TEREZA:—Como vai a senhora dona Maria da Coves? Vou indo,sabe como é.Foi bom ver a senhora.Tô que não aguento de aperto no coração pelo agravo que fiz à senhora na quele dia.Eu tava muito angustiada.Foi numa epoca de muito entra e sai da minha casa.Fiz….a senhora acredita que fiz até jejum pedindo a Deus que a senhora me perdoace? Tem dona Maria das Coves.Tem sim! Deus não gosta de gente que não pxerdoa o seu semelhante.Tem importância sim senhora.Sei que já é esquecido pela senhora,mas pra mim ainda me doia o coração.Agora sim.Tô de alma lavada.(A DONA MARIA MUDA O ASSUNTO) Falndo que a Maria Elvira não foi embora? Se não foi tá aonde dona Maria das Coves? Muita gente a viu naquela manhã de malas na mão entrando no cata osso.Como ninguém viu.Tão achando o que? enão dona Maria,ela tem de tá numa casa destas dai.Daqui ela saiu e não voltou.Que doença! Se tivesse doente aqui em casa eu não ia dizer? Agora….agora a senhora me botou um desses bichinhos que fuxica a cabeça da gente.Não vou poder dormir sossegada depois do que a senhora me contou.Será que ela e o Joãozinho!!! Eu não acredito! A senhora acha é? Maria Elvira é hoje uma mulher ajuizada.Não ia querer desfazer o casamento de Joãozinho.Viu foi! Então as noites que cheva tarde da noite tava com ele? Dona Maria das Coves!!! Hi eu sou a última a saber.A senhora tem razão dona Maria das Coves.Se não embarcou naquele cata osso,só pode ter ido ficar com ele.E a mulher dele? Então tá explicado.A mulher dele foi passar uns dias na casa da mãe.Juntou a fome com a vontade de comer.No mesmo dia dona Maria? Que engraçado! como planejaram bem.E a senhora,só a senhora acha isto? na venda do seu Juca? Que tem lá? Ham! É de lá que saiu a conversa.E eu aqui na minha inocência de nada sei.Não.Não sabia de nada.Tô sabendo agora que a senhora me conta.ENtão Maria Elvira não entrou naquele cata osso? Saiu daqui de madrugada.Se né eu que a acordo,tinha perdido o….tô vendo que a senhora tá com peso na cabeça.Ponha o balaio no chão ora essa! Tá com pressa? Tá,então tá! Agradeço dona Maria das coves.( TEREZA SAI DA JANELA E FECHA-A) Quer dizer que Maria Elvira andou amassando mato com aquele miserável? Se eu não soubesse aonde ela está.Era capaz de crer na história que a mulher me contou.( TEREZA LEVA A MÃO Á CABEÇA E QUASE CAI) Ui,que pontada na nuca.Uma tonturazinha! Eu quase cai.Que coisa esquisita!
( NO QUARTO MARIA ELVIRA ANDA DE UM LADO À OUTRO COM JEITO DE SATISFEITA)
ELVIRA:—….se o meu marido…deve está preocupado.Pra escrever está…com o tempo….Tereza disse que já tem um mês. É besteira essa ansiedade.É esperar pra ler e conhecer o conteúdo da carta. Que espera meu Deus! Que…..e se ele tiver escrito que vem me buscar? Não.Tereza vai dizer que não estou aqui.Ai,ai está tudo perdido.Ninguém encontra a entrada deste lugar sem conhecer.Saindo da casa.Tem o quintal.No fundo,bem no fundo tem o paiol.Dentro do paiol é que está a entrada.Tem que retirar as tuias.Em baixo de uma bem grade está o alçapão.Depois de aberto no canto a tomada da luz.A gente liga.O corredor fica todo iluminado.Anda-se um pouco e pronto.Eis o quarto.Maria Tereza Não vai deixar….ninguém sabe que este quarto existe.Foi o meu pai que construiu.Ele acreditava que a guerra ia chegar aqui.Ai junto com os irmão as escondidas construiu este quarto pra esconder toda a família.A guerra por aqui não passou.O meu pai e a minha mãe e os irmão morreram.O quarto continua e só Tereza e sabemos da sua existência .Na cidade tem algumas pessoas que acreditam na existência do quarto,mas ninguém tem certeza se é verdade ou não.E aqui estou….( ELA OUVE A FECHADURA DESTRANCAR A PORTA) é ela finamente. ( TEREZA ENTRA COM AS MÃOS NAS COSTAS)
TEREZA:—Quer dizer então que ocê tá lá na casa do Joãozinho?
ELVIRA:—A carta? Dê-me a carta!
TEREZA:—Que sem vergonha é ocê né Maria Elvira? Enganadora! Ao invés de pegar o cata osso,ir pra casa do seu marido.Que fez ocê? Aproveitou que a mulher dele foi cuidar da mãe que tá doente.Foi com ele amassar mato.Fornicar!
ELVIRA:—-Não vou me deixar levar por boatos.A carta aonde está?
TEREZA:—-Boato?! Safadeza…se eu tivesse alguma carta,pensa que lhe daria?Ocê não merece tratamento de gente….fiz tudo p’ocê Maria Elvira.Cuidei d’ocê como a mãe cuida do filho que acabou de nascer.Chegava tarde da noite.Eu pensando que tivesse na casa da comadre Ana.De quem quer que seja,mas,não.Tava lá com ele na safadeza.Eu pensando….(ANTES QUE ELA COMPLETE A FRASE,ELVIRA GRITA)
ELVIRA:—Chega Tereza! Chega,passou da medida! Dê-me logo a maldita carta e suma da minha frente.( TEREZA ARREGALA OS OLHOS.ESFREGA AS MÃOS) .
TEREZA:—Precisa ficar assim? Ai meu Deus,a pontada de novo.( ELA LEVA A MÃO À CABEÇA) Aquela tonteirazinha.Olha eu gente,olha eu! ( TEREZA DÁ DUAS RODAS E CAI NO CHÃO)
ELVIRA:—(APAVORADA) Tereza! Mau Deus,Tereza! ( SACODE-A) Será que morreu? ( ELVIRA COM DIFICULDADE CARREGA TEREZA ATÉ A CAMA.AJEITA-A DE MÃOS SOBRE O PEITO.SE AJEITA DIANTE DO ESPELHO E SAI DEIXANDO A PORTA ABERTA).
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